INSS não deixará de pagar aposentadoria a quem não tem nova identidade
Wellton Máximo–Agência Brasil
Nas redes sociais circulou nesta segunda-feira (26) uma notícia falsa afirmando que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deixará de pagar aposentadorias a quem não tiver a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). O órgão desmente: nada muda para quem já recebe benefícios.A confusão surgiu com a implementação gradual de um sistema de biometria digital para novos pedidos de benefícios — medida que não afeta aposentados, pensionistas ou beneficiários ativos.
O que muda — e o que não muda
Desde 21 de novembro de 2025, o INSS passou a exigir comprovação biométrica apenas para novos pedidos de benefícios, como aposentadorias, pensões e auxílios. Nesta fase, são aceitos dados biométricos de três documentos:
- Carteira de Identidade Nacional (CIN)
- Carteira Nacional de Habilitação (CNH)
- Título de Eleitor
- Ou seja: quem já recebe benefício não precisa fazer nada agora.
- Próximas etapas do cronograma
O INSS definiu um cronograma escalonado, conforme o Decreto nº 12.561/2025:
1º de maio de 2026:
- Quem solicitar salário-maternidade, benefício por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) ou pensão por morte precisará ter biometria cadastrada.
- Quem não tiver biometria em nenhum dos três documentos deverá emitir a CIN para dar andamento ao pedido.
1º de janeiro de 2028:
- A CIN será o único documento aceito para todos os pedidos e manutenção de benefícios no INSS.
Nenhum pagamento será bloqueado automaticamente
O governo federal reforça que aposentados e beneficiários atuais não precisam tomar nenhuma providência imediata. A transição será gradual, e não haverá corte automático de benefícios.
Se, no futuro, for necessário atualizar a biometria de algum beneficiário ativo, o INSS fará comunicação individual e antecipada, sem interromper o recebimento dos valores.
Exceções à exigência de biometria
Durante todo o processo, haverá isenção para grupos com dificuldade de acesso, enquanto não houver alternativas públicas viáveis:
- Pessoas com mais de 80 anos
- Indivíduos com dificuldade de deslocamento por motivo de saúde (com comprovação)
- Moradores de áreas remotas, como comunidades ribeirinhas atendidas pelo PREVBarco
- Migrantes, refugiados e apátridas
- Residentes no exterior
O INSS também mantém uma lista oficial de municípios considerados de difícil acesso, com base no Índice de Acessibilidade do IBGE (2018), que inclui regiões classificadas como remotas ou muito remotas.
Recomendação do INSS
Apesar de a obrigatoriedade total só entrar em vigor em 2028, o INSS recomenda que os cidadãos emitam a CIN com antecedência. Isso ajuda a:
Evitar filas futuras
Reforçar a segurança dos dados pessoais
Garantir a proteção contra fraudes
A orientação é procurar os órgãos estaduais de identificação (como o SAC na Bahia) para emitir o novo documento.
Fique atento às fontes oficiais
O INSS informará todas as mudanças por meio do aplicativo Meu INSS, do site oficial e dos postos de atendimento. Desconfie de mensagens alarmistas em redes sociais — sempre verifique em canais oficiais antes de compartilhar.
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