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Tensão no Legislativo: Câmara de Ilhéus emite alerta sobre risco de cassação e cobra respeito do Executivo


O clima esquentou de vez na Câmara de Vereadores de Ilhéus. Na sessão desta terça-feira (24), o presidente da Casa, César Porto (PP), subiu o tom contra a gestão do prefeito Valderico Júnior (União Brasil) e deixou um recado que ecoou nos bastidores: o Legislativo não aceita ser ignorado.

 "Um filme se repetindo"

Em discurso duro, Porto afirmou estar vendo "um filme se repetir" no Legislativo. A fala foi interpretada como uma alusão direta ao histórico familiar do chefe do Executivo: o pai de Valderico Júnior, também ex-prefeito de Ilhéus, teve o mandato cassado pela Câmara há 26 anos. Apesar da tensão, Porto adotou uma estratégia política clara: separou a imagem do prefeito — que citou estar "bem avaliado" — para concentrar as críticas em membros da equipe secretarial.

Falta de Resposta e Nomeações

O presidente da Câmara foi específico nas reclamações. Segundo Porto, vereadores aguardam há mais de 20 dias por retornos de mensagens enviadas ao secretário Cristiano Carvalho e ao chefe de gabinete Caio.

"Alguns secretários estão se achando Deus", disparou Porto, enfatizando que a insatisfação é unânime na bancada, incluindo aliados do governo.

Alerta de Cassação

O desgaste institucional pode ganhar contornos jurídicos. As vereadoras Enilda e o vereador Maurício Galvão lembraram em plenário que o não atendimento a requerimentos da Câmara pode configurar infração político-administrativa. O alerta é claro: a falta de diálogo pode abrir caminho para processos que culminem em cassação de mandato.

O Que Esperar?

Nos bastidores, a mensagem é entendida como um ultimato para correção de rota. Quando o presidente da Câmara fala em "unanimidade" e cita nomes no microfone, o recado é institucional e exige urgência. O governo municipal agora deve decidir se mantém o estilo centralizador ou se abre canais de diálogo para evitar uma crise maior no início de 2026.

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