Área cedida para construção de delegacia da PF em Ilhéus gera polêmica
A cessão da área foi oficializada pela SPU (Secretaria de Patrimônio da União) em 1º de abril, em portaria que oficializou a entrega à Superintendência Regional da PF na Bahia, com destinação exclusiva à construção da delegacia.
A população reagiu de forma imediata à medida. Em uma nota pública, 28 entidades lembram, que, em 2022, sociedade civil organizada, entidades técnicas e Câmara de Vereadores realizaram um processo consultivo que gerou uma carta de recomendações sobre o uso da área de 610 mil m² na orla —que inclui o terreno cedido à PF. As informações são do Uol.
Na época, o movimento resultou em uma carta de recomendações com mais de 1.500 contribuições de técnicos, vereadores e cidadãos. A comunidade queria destinar o local para projetos de lazer, esportes e valorização cultural, e não por um equipamento administrativo isolado.
O terreno em questão trata-se de uma área de acreção — formada pelo acúmulo de sedimentos ao longo das décadas. Segundo especialistas, esse processo foi acelerado pela construção do porto local, que alterou as correntes marinhas. Por ser classificado como Zona Especial de Interesse Ambiental (ZEIA), o solo exige rigor técnico e cautela diante das mudanças climáticas.
Atualmente, o local funciona como um espaço de convivência, ainda que de forma improvisada. No terreno funcionam quadras esportivas, uma concha acústica e uma área destinada a food trucks, além do Centro de Convenções da cidade.
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