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Prefeito, cadê o concurso?

Promessa feita, expectativa criada e um silêncio que já virou padrão.

O prefeito tinha confirmado, anunciou que em breve, o edital do concurso público da Prefeitura de Ilhéus seria, enfim,seria publicado. Meses atrás e até hoje, nada. Milhares de ilheenses estão esperando por esse concurso, por essa oportunidade de mudança real de visa. Não é exagero, em uma cidade onde o emprego formal é limitado, um concurso representa mais do que uma oportunidade, é, para muitas famílias, a chance concreta de estabilidade e recomeço. Desde então, porém, o que se vê não é avanço, mas ausência. Nenhum edital, nenhum cronograma, nenhuma explicação consistente.

E aqui entra o ponto central, a responsabilidade. Anunciar um concurso público não é gesto simbólico, é compromisso administrativo. Exige planejamento, organização e, acima de tudo, respeito com a população. Quando a gestão promete e não entrega, ou sequer se explica, o que fica não é apenas atraso. É decepção., é irresponsabilidade administrativa é de fato brincar de fazer gestão, tem algo de estranho que não está muito definido e a população já começou a perceber . O que se percebeu é que de que o anúncio serviu mais ao momento político do que a uma política pública real.

A promessa foi clara. O silêncio também tem sido. E esse silêncio, diga-se, não é isolado. Ele parece se repetir em diferentes áreas da gestão. Os alunos continuam esperando por merenda de qualidade, ruas continuam aguardando pavimentação, a população continua aguardando os projetos do PAC Seleções, a população dos distritos e bairros rurais também continuam aguardando por melhores condições e mais, mais, mais esperas e de resposta, o silêncio de sempre como resposta real, até porque o príncipe ( prefeito ) que não é o de Maquiavel , não gosta de ser questionado. 

Diante desse padrão, o concurso público deixa de ser um caso específico e passa a ser mais um sintoma. Mais um compromisso assumido sem a devida sustentação prática. Mais um tema relevante tratado como se pudesse ser administrado pelo tempo ou pelo esquecimento.

Mas há um limite para isso. Porque, enquanto a gestão silencia, há gente estudando, se preparando, reorganizando a vida em função de algo que pode nunca sair do papel. Há famílias inteiras apostando em uma oportunidade que foi oficialmente anunciada. E isso não é detalhe, é responsabilidade direta de quem governa.

A pergunta, portanto, continua simples e direta: onde está o concurso, prefeito? Onde está o edital que daria início a tudo isso? Porque não basta ter prometido. Não basta ter gerado expectativa. É preciso cumprir.

Se o concurso vier, ainda que tarde, será o mínimo esperado. Se não vier, será a confirmação de um padrão preocupante. Em qualquer cenário, o que está em jogo já não é apenas uma política pública, é a confiança de uma cidade inteira que foi dividida no processo eleitoral entre o ser e o dever ser!

Por Professor Emenson Silva

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